# Charles F. Gustina: o livro de fotos de 1998 sobre crossdressers

> Registro do Open Library sobre o livro fotográfico homônimo de Charles F. Gustina, publicado em 1998, que reúne imagens ligadas ao universo crossdresser e à fotografia erótica masculina da época.

- Tema: Livros
- Tags: livros, fotografia, crossdressing, anos 1990, registro histórico, open library
- URL: https://camarimcross.com.br/a/charles-f-gustina-o-livro-de-fotos-de-1998-sobre-crossdressers
- Fonte original: Open Library - livros (https://openlibrary.org/works/OL9057963W)
- Atualizado: 2026-11-03

## Um livro de fotos, não um manual

Quem procura orientação prática sobre crossdressing pode esbarrar em fichas catalográficas como esta e ficar em dúvida sobre o que exatamente está vendo. A entrada do Open Library dedicada a **Charles F. Gustina** descreve um livro de fotografias publicado em 1998, assinado pelo próprio Gustina como *photo artist*, com temas catalogados como "transvestites", "cross-dressers", "pictorial works" e "gay erotic photography".

Ou seja: não se trata de um guia de maquiagem, de um manual de moda ou de um relato pessoal. É um **livro de imagens**, do fim dos anos 1990, que hoje funciona mais como documento de época do que como material de aprendizado.

## O que a ficha catalográfica informa

- **Título:** Charles F. Gustina

- **Autor/artista:** Charles F. Gustina, apresentado como fotógrafo

- **Primeira publicação:** 1998

- **Assuntos:** crossdressers, travestis (no sentido usado pelo catalogador da época), obras pictóricas, fotografia erótica masculina

- **Suporte:** livro impresso, catalogado em base aberta

Vale notar que a terminologia de catálogo dos anos 1990 é bem diferente da que usamos hoje. Os assuntos listados misturam categorias que atualmente separamos com cuidado — crossdresser, drag, travesti, pessoa trans e não binária são identidades e práticas distintas, e um registro antigo raramente faz essa distinção. Ler a ficha com essa lente evita confusão e evita tratar pessoas como sinônimo de fetiche.

## Por que esse tipo de registro ainda importa

Publicações fotográficas dos anos 1980 e 1990 foram, para muita gente, o único contato possível com a existência de outras pessoas crossdressers. Antes da internet acessível, um livro em uma livraria alternativa ou encomendado pelo correio podia ser a primeira prova de que "não era só eu". Hoje, esse mesmo material é consultado por pesquisadores, por pessoas que reconstroem a história da comunidade e por quem simplesmente quer entender como a expressão de gênero era retratada décadas atrás.

Ao mesmo tempo, é preciso honestidade: parte da produção daquele período foi feita para um público adulto e sob um olhar comercial que nem sempre respeitava as pessoas fotografadas. É justo reconhecer o valor histórico sem romantizar o contexto.

## Como consultar com segurança

- **Cheque a classificação etária.** O registro menciona fotografia erótica; é material adulto e não é leitura para todas as horas nem para todos os lugares.

- **Use a ficha do Open Library como ponto de partida.** Ela serve para localizar edições, verificar dados de publicação e eventualmente encontrar bibliotecas parceiras — não é uma loja.

- **Cuidado com links alternativos.** Buscas por títulos antigos assim atraem páginas de download duvidoso. Prefira bases abertas reconhecidas, bibliotecas públicas e sebos com reputação.

- **Respeite o direito autoral.** Se encontrar imagens soltas na internet, não republique sem saber a origem.

- **Pense na privacidade alheia.** As pessoas retratadas em livros dos anos 1990 não consentiram com circulação viral em 2024; evite compartilhar rostos e nomes em contextos que possam expor alguém.

## Onde procurar material parecido, mas atual

Se o seu interesse é ver e ler sobre crossdressing com uma abordagem respeitosa e contemporânea, vale mais a pena investir em:

- livros de fotógrafas e fotógrafos que trabalham com retratos colaborativos, feitos com consentimento e participação dos retratados;

- acervos digitais de universidades e museus, que costumam ter curadoria e contexto histórico;

- comunidades brasileiras de crossdressing e de expressão de gênero, onde a troca de referências é feita por quem vive o assunto;

- sebos e bibliotecas públicas, que às vezes guardam esses títulos e permitem consulta sem exposição online.

## Um lembrete sobre terminologia

Se você chegou até aqui buscando se entender melhor, saiba que a palavra que aparece nos catálogos antigos não define quem você é. Crossdresser descreve uma prática de expressão de gênero; travesti é uma identidade com forte história política na América Latina; drag é performance; pessoa trans é uma identidade de gênero. Nenhum desses termos é insulto, e nenhum deles é sinônimo dos outros. Usar o termo que a própria pessoa escolhe é o primeiro passo do respeito.

## Segurança

- A obra é classificada como fotografia erótica adulta; não é conteúdo para menores.
- Evite republicar imagens do livro sem verificar direitos autorais e consentimento das pessoas retratadas.
- Cuidado com páginas de download não oficiais que usam títulos antigos como isca para golpes.
- Termos de catálogo dos anos 1990 podem ser imprecisos e não devem ser usados para rotular pessoas hoje.
