# Drag, de Roger Baker: história da montação nos palcos

> Livro de 1968 que percorre a história da imitação feminina e do drag no teatro, com olhar de época sobre cross-dressing e cultura LGBTQ. Uma fonte histórica para estudar a arte de se montar com senso crítico.

- Tema: Livros
- Tags: drag, história do drag, teatro, crossdressing, livros, cultura lgbtq, pesquisa
- URL: https://camarimcross.com.br/a/drag-de-roger-baker-historia-da-montacao-nos-palcos
- Fonte original: Open Library - livros (https://openlibrary.org/works/OL3511810W)
- Atualizado: 2026-10-30

## Um registro de época sobre drag e palco

Publicado em 1968, *Drag*, de Roger Baker, é um livro de pesquisa sobre a presença da imitação feminina e do drag no teatro. A obra aparece em catálogos com temas como história, imitadores femininos, teatro, cross-dressing e cultura drag LGBTQ. Não se trata de um manual de maquiagem ou de um guia de looks: é um documento histórico que ajuda a entender como a arte de se montar foi vista e discutida em meados do século 20.

## O que o livro aborda

A partir dos assuntos registrados na fonte, o livro transita por:

- a história da imitação feminina em espetáculos teatrais;

- o drag como fenômeno de palco e de cultura LGBTQ;

- o cross-dressing em contextos artísticos e sociais;

- a relação entre performance, figurino e identidade de gênero.

Vale lembrar que o termo em inglês *female impersonator* era comum na época. Hoje, a conversa é mais ampla e mais cuidadosa: drag, crossdressing, travestilidade, identidade trans e não binariedade são coisas diferentes. O livro deve ser lido como uma fonte do seu tempo, não como um glossário definitivo para os dias atuais.

## Por que ele ainda interessa

Para quem pesquisa a história da montação, *Drag* ajuda a mapear como o assunto circulava em livros, teatros e arquivos antes da internet. Ele pode ser útil para estudantes de teatro, pesquisadores de gênero, pessoas interessadas em cultura LGBTQ e para quem quer entender a trajetória de termos e práticas que hoje são discutidos com outra linguagem.

No Brasil, essa história também passa pelo teatro de revista, pelos transformistas, pelos espetáculos de boates e pela força dos Dzi Croquettes nos anos 1970. O livro de Baker não fala especificamente do Brasil, mas oferece um panorama internacional que pode dialogar com pesquisas locais. A leitura fica ainda mais rica quando combinada com fontes brasileiras e com relatos de artistas daqui.

## Como ler com senso crítico

Como toda obra antiga, *Drag* carrega visões de sua época. Alguns termos podem soar datados, e certas abordagens podem não corresponder à forma como a comunidade fala hoje. Isso não invalida a pesquisa: só pede leitura contextualizada. O ideal é não confundir drag com identidade trans, nem tratar crossdressing como piada ou doença. Respeito e precisão fazem diferença.

Se você encontrar o livro em sebos, bibliotecas ou acervos digitais, vale conferir a edição, a data e o contexto da publicação. A fonte consultada indica primeira publicação em 1968, mas não confirma edição em português. Para quem lê em inglês, o volume pode ser buscado em bibliotecas e catálogos usados.

## Para quem é este livro

- Pesquisadores de história do teatro e da performance.

- Pessoas que estão começando a estudar drag e querem referências históricas.

- Leitores interessados em cultura LGBTQ e cross-dressing.

- Quem gosta de montar arquivos e conhecer as raízes do assunto.

Não espere dicas práticas de maquiagem, numeração de roupas ou técnicas atuais de palco. O valor aqui é histórico e cultural. Use o livro como ponto de partida, complemente com fontes contemporâneas e dê preferência a materiais produzidos com respeito às diferentes identidades.

## Segurança

- O livro usa termos e categorias da época; leia com contexto histórico e não confunda drag, crossdressing e identidades trans.
- Ao pesquisar temas LGBTQ online, proteja sua privacidade e evite expor dados pessoais em fóruns públicos.
