Livro

Título
Drag queens
Autoria
Sergio Perri
Ano
2000

O que é este registro

A Open Library, projeto de catálogo aberto ligado ao Internet Archive, mantém uma ficha para o livro "Drag Queens", de autoria de Sergio Perri, com primeira publicação em 2000. A ficha é curta: traz título, autoria, ano e uma lista de assuntos (subject headings) usados para classificar a obra em bibliotecas.

Os termos registrados são: vida social e costumes, travestis (transvestites), drag enquanto expressão LGBTQ, cross-dressing e cross-dressers. Ou seja, o catálogo indica que o livro circula entre esses universos — cultura drag, montação e expressão de gênero — sem detalhar capítulos ou abordagem.

Vale dizer com clareza: um registro de catálogo não é resenha. Se você procura uma análise do conteúdo, ela ainda precisa ser feita a partir do livro em si.

Por que essa ficha interessa

Para quem pesquisa crossdressing e cultura drag em português, a dificuldade raramente é o interesse — é achar referências organizadas. Um registro como esse serve como pista bibliográfica: dá autor, ano e palavras-chave que funcionam como ponte para outras buscas em catálogos de bibliotecas, sebos e acervos digitais.

Também ajuda a lembrar que o tema tem histórico editorial. Muita gente imagina que só existem perfis de redes sociais e vídeos, quando na verdade há décadas de publicações, muitas delas acessíveis em bibliotecas universitárias e em plataformas de empréstimo digital.

Drag, crossdressing e travestilidade não são a mesma coisa

Vale repetir porque confusão aqui é comum e machuca gente real:

  • Drag queen / drag king: performance artística. A pessoa constrói um personagem, com nome, estética e número. Não é sinônimo de identidade de gênero.
  • Crossdresser: pessoa que se veste com roupas culturalmente associadas a outro gênero, por prazer estético, conforto ou expressão — sem necessariamente ser artista nem questionar sua identidade.
  • Travesti: identidade de gênero feminina latino-americana, com história e reivindicações próprias.
  • Pessoa trans: identidade de gênero diferente da atribuída no nascimento; não binária: quem não se encaixa no par homem/mulher.

Um livro de 2000 provavelmente usa vocabulário da época. Ler com esse filtro é importante: termos mudam, pessoas continuam as mesmas.

Como usar essa referência na prática

  1. Busque pelo autor e pelo título em catálogos brasileiros (por exemplo, o catálogo da Biblioteca Nacional e o de bibliotecas universitárias públicas). Registros costumam existir mesmo quando o livro está fora de circulação.
  2. Procure em sebos online usando variações do título, com e sem aspas, e também o nome do autor.
  3. Consulte acervos digitais de empréstimo vinculados ao Internet Archive, que costumam ter obras esgotadas em modo controlado.
  4. Anote a ficha completa (autor, ano, editora, assuntos) — isso evita citações erradas depois.
  5. Combine a leitura com fontes atuais, produzidas pela própria comunidade, para equilibrar o olhar de 2000 com o de hoje.

Contexto brasileiro que ajuda na leitura

No Brasil, a Resolução Conjunta nº 12/2015 e o Decreto nº 8.727/2016 garantem o uso do nome social em órgãos públicos federais e em escolas e universidades. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal enquadrou a LGBTfobia como crime, equiparando-a ao racismo (ADO 26 e MI 4733). Nada disso resolve tudo, mas é o piso jurídico que garante dignidade a quem vive a expressão de gênero de forma pública.

Se você está começando a se montar, lembre-se: não precisa de livro nenhum para ter valor. A referência serve para ampliar repertório, não para dar permissão.

Privacidade em primeiro lugar

Pesquisar sobre o tema é seguro; expor-se nem sempre é. Compre livros em nome próprio se isso for confortável para você, prefira entregas em pontos de retirada quando a privacidade importa, e evite vincular sua conta de leitura a perfis que revelam seu endereço ou sua rotina.

Se um dia você quiser conversar sobre o assunto com alguém, escolha primeiro quem já demonstrou abertura — e não a pessoa de quem você depende financeiramente ou afetivamente.

Segurança

  • Um catálogo traz dados bibliográficos, não a opinião da obra: confirme conteúdo e vocabulário antes de citar como referência atual.
  • Ao comprar ou emprestar livros sobre o tema, considere pontos de retirada e contas que não revelem endereço ou rotina.
  • A obra é de 2000 e pode usar termos datados; hoje falamos de drag, crossdressing, travestilidade e identidade trans como coisas distintas.
Fonte original

Este texto foi reescrito e adaptado para o português a partir de Open Library - livros (dados abertos). Recomendamos a leitura do original.

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