# Guerreiros, xamãs e travestis: o livro de Alberto Cardín

> A ficha da Open Library registra livro de Alberto Cardín, de 1984, sobre travestismo, xamanismo, homossexualidade masculina e sociedades não ocidentais. É referência histórica para estudar roupas, gênero e papéis sociais em diferentes culturas.

- Tema: Livros
- Tags: livros, antropologia, história, travestismo, xamanismo, gênero, crossdressing
- URL: https://camarimcross.com.br/a/guerreiros-xamas-e-travestis-o-livro-de-alberto-cardin
- Fonte original: Open Library - livros (https://openlibrary.org/works/OL3609743W)
- Atualizado: 2026-11-01

## Um registro bibliográfico, não o livro inteiro

A página da Open Library dedicada a *Guerreros, chamanes y travestís* funciona como uma ficha de biblioteca. Ela informa que a obra é de Alberto Cardín e teve primeira publicação em 1984. Entre os assuntos catalogados estão homossexualidade masculina, xamanismo, travestismo, cross-dressing e o que o registro chama de sociedades primitivas. Esses termos são pistas sobre o conteúdo, mas não substituem a leitura do livro.

## O que o título sugere

A combinação de guerreiros, xamãs e travestis indica um recorte antropológico: roupas e aparências de gênero aparecem em contextos rituais, de poder e de organização social. Em vez de tratar o cross-dressing apenas como escolha individual, a obra parece olhar para práticas coletivas e para o modo como diferentes culturas classificam corpos, papéis e comportamentos. Como o catálogo é sucinto, é melhor evitar concluir que o livro esgota o tema ou que apresenta uma teoria única.

## Termos que pedem cuidado

- **Travestismo**: em textos antigos de antropologia e sexologia, o termo pode descrever práticas culturais e rituais. Ele não deve ser usado como sinônimo automático da identidade travesti contemporânea, nem de drag, pessoa trans ou pessoa não binária.

- **Sociedades primitivas**: expressão hoje considerada problemática. Prefira falar de sociedades não ocidentais ou de contextos históricos específicos.

- **Xamanismo**: não é uma religião única; designa práticas e papéis diversos. O mesmo vale para rituais que envolvem troca de roupas ou de apresentação.

- **Homossexualidade masculina**: aparece como assunto catalogado, mas não autoriza reduzir a obra a uma explicação sobre orientação sexual.

## Por que ainda interessa

Para quem pesquisa história da cultura, o livro ajuda a perceber que a relação entre roupa e gênero muda conforme o período, a região e as regras de cada grupo. Também serve como ponto de partida para comparar como o tema foi descrito no século XX e como é discutido hoje, com mais espaço para a autodefinição das pessoas.

No Brasil, o debate atual inclui identidades travestis, trans e não binárias, além de marcos legais como o uso do nome social e o reconhecimento pelo STF da criminalização da LGBTfobia. Esses avanços não estavam no horizonte de um livro de 1984, por isso a leitura precisa ser contextualizada. O valor está em estudar o passado sem transformar categorias antigas em rótulos para pessoas reais.

## Como ler com respeito

Trate a obra como fonte histórica e antropológica, não como manual de diagnóstico. Se for citá-la, explique o vocabulário da época e diferencie práticas rituais de identidades contemporâneas. Preserve a privacidade de pessoas reais e não use o livro para justificar piadas, fetichização ou patologização. Para quem quer se aprofundar, vale procurar edições em bibliotecas, resenhas acadêmicas e textos que atualizem as discussões com autores trans, travestis e não binários.

## Ficha rápida

- **Título original:** Guerreros, chamanes y travestís

- **Autor:** Alberto Cardín

- **Primeira publicação:** 1984

- **Temas de catálogo:** travestismo, cross-dressing, xamanismo, homossexualidade masculina, sociedades não ocidentais

- **Tipo de fonte:** registro bibliográfico da Open Library

## Segurança

- O livro usa termos históricos; não os use como diagnóstico nem como rótulo de pessoas contemporâneas.
- Respeite a autodeterminação de travestis, pessoas trans e não binárias; identidades não são fantasias nem objeto de piada.
- Ao citar a obra, contextualize o vocabulário de 1984 e evite generalizações sobre culturas não ocidentais.
