# Poesia drag: “Uma drag queen chamada Pipi e outros poemas”

> A Open Library registra este livro de poesia de Taulpapapa McMullin, publicado em 2004, com temas ligados à diáspora samoana, à poesia e à expressão de gênero.

- Tema: Livros
- Tags: poesia, drag queen, literatura, identidade de gênero, diáspora samoana, open library
- URL: https://camarimcross.com.br/a/poesia-drag-uma-drag-queen-chamada-pipi-e-outros-poemas
- Fonte original: Open Library - livros (https://openlibrary.org/works/OL9281906W)
- Atualizado: 2026-11-03

## O registro

A Open Library mantém uma ficha catalográfica para o livro *A Drag Queen Named Pipi and Other Poems*, atribuído a Taulpapapa McMullin. A primeira publicação registrada é de 2004. A página não oferece o texto completo da obra nem uma sinopse longa: o que temos são dados bibliográficos e alguns assuntos associados ao volume, como “Samoan Americans”, “Poetry” e “Transvestites”.

Isso já basta para situar o título como uma obra de poesia que coloca uma drag queen no centro do nome e dialoga com questões de gênero, cultura e diáspora. Não se trata de um manual de crossdressing, maquiagem ou comportamento; é literatura.

## Por que ele aparece num portal sobre crossdressing

O título traz explicitamente a figura da drag queen, e a ficha menciona o termo histórico “transvestites”. Para quem pesquisa expressão de gênero, esse tipo de registro é útil por mostrar como diferentes linguagens artísticas abordaram o tema ao longo do tempo. A poesia, em especial, costuma trabalhar identidade, memória e corpo de maneira indireta, simbólica e afetiva — sem a obrigação de explicar tudo.

Vale lembrar que drag, crossdressing, travestilidade e identidades trans não são a mesma coisa. Drag é performance e arte; crossdresser é uma forma de expressão; travesti é uma identidade; pessoas trans e não binárias têm experiências próprias. Termos antigos de catálogo, como “transvestites”, devem ser lidos com contexto histórico, não como diagnóstico ou piada.

## Contexto samoano e literatura

O assunto “Samoan Americans” indica que a obra pode ser lida também a partir da experiência de samoanos nos Estados Unidos e das tensões entre cultura de origem, migração e vida urbana. A ficha não detalha os poemas, então não é possível afirmar quais temas exatos cada texto aborda. O mais seguro é tratar o livro como poesia de autoria ligada a essa diáspora, com interesse para leitores de literatura queer, estudos de gênero e escritas do Pacífico.

## Como encontrar

Como a página da Open Library é um registro bibliográfico, o próximo passo é procurar o título pelo nome completo e pela autoria em bibliotecas, sebos e catálogos de livrarias. No Brasil, obras em inglês de pequenas editoras ou de catálogos universitários podem exigir importação ou consulta em acervos especializados. Se você não encontrar o livro físico, vale conferir bases acadêmicas e bibliotecas públicas que mantenham literatura em língua inglesa.

## Para quem pode interessar

- Leitores de poesia contemporânea e literatura queer.

- Pessoas interessadas em escritas do Pacífico e da diáspora samoana.

- Estudantes de gênero que queiram observar como a figura da drag queen aparece na arte.

- Quem pesquisa a história dos termos usados para descrever expressão de gênero.

A obra não deve ser tratada como curiosidade exótica nem como retrato definitivo de uma comunidade. Um livro de poesia é sempre uma voz entre muitas: pode abrir conversa, mas não substitui o contato com pessoas drag, travestis, trans, não binárias e crossdressers reais.

## Nota de respeito

Ao falar deste título, evite transformar drag ou crossdressing em piada, patologia ou espetáculo de exposição. Use os nomes e pronomes que cada pessoa adota e lembre que a experiência de gênero é pessoal. No Brasil, o nome social é um direito, e a LGBTfobia é criminalizada pelo STF desde 2019 — informações importantes para qualquer conversa sobre identidade e dignidade.
